terça-feira, 27 de setembro de 2011

Nada de mofo....


Gosto muito do meu blog, apesar de não atualizar postagens nele com frequência. Após quase três meses acessando a internet bem esporadicamente, passei aqui para colocar um post de combate ao mofo e ao marasmo. Não tenho nada para dizer, nem para comentar.
Talvez seja por isso que gosto tanto do meu blog, ele não me cobra metas, nem qualidade, nem agilidade, nem nada... Passa meses esquecido e órfão, ele só pode ter um amor incondicional por mim. Deve ser isso...

quinta-feira, 31 de março de 2011

És água viva....

És água viva, és vida nova*


Eu te peço desta água que tu tens, és água viva, meu Senhor

Tenho sede e tenho fome de amor e acredito nesta fonte de onde vens.

Vens de Deus, estás em Deus, também és Deus e Deus contigo faz um só

Eu, porém, que vim da terra e volto ao pó, quero viver eternamente ao lado teu.

És água viva, és vida nova, e todo dia me batizas outra vez.

Me fazes renascer, me fazes reviver e eu quero água desta fonte de onde vens.

*Padre Zezinho

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

O perfume das rosas brancas...

Ele caminhava pela estrada certo de que vários obstáculos encontraria pela frente. E assim seguiu, sempre em frente. Não imaginava que logo adiante havia um grande abismo.

Ao se deparar com aquele imenso vazio, onde não havia chão que suportasse o peso de sua caminhada, pensou em parar. Teve medo, muito medo. Pensou que não tivesse força necessária para ultrapassá-lo.

Acreditou ser ali seu último ponto de parada. Muitas lágrimas em seu rosto. Seria possível seguir em frente?
Eis que um vento forte soprou seus cabelos, uma força jorrou do infinito e o fez voar. Ao se aproximar do chão do abismo pensou que não suportaria o impacto.

O chão estava próximo, pensou que seria o fim. Seus pés então se juntaram e foram amortecidos por uma camada espessa de pétalas de rosas brancas. Retornou ao chão firme. Sem nenhum arranhão. E em seu corpo ficou o aroma das rosas brancas, o perfume alimentou sua alma e renovou suas forças. Seguiu...

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Fotos...



Fazendo um pequeno mergulho em algumas partes do passado notei que as passagens da vida surgem como fotos não estáticas, não conseguimos fixar somente uma ou outra parte, mas lembramos sempre daquelas que mais nos marcaram seja de forma positiva ou negativa.

É como se abrisse um álbum de fotos na tela do computador e fosse lentamente selecionando algumas, ampliando outras, minimizando outras tantas, algumas dão vontade de deletar, mas para a mente este recurso ainda não foi implantado de forma eficiente.

Comecei a pensar em várias coisas e me bateu algumas sensações e conclusões. Percebi que temos constantemente a oportunidade de conviver e nos relacionarmos com pessoas diferentes, em locais diferentes, ocasiões de diferentes e também por motivos diferentes.

O que é mais fascinante é que podemos nos dar somente a oportunidade de decidir em se relacionar ou não, em abrir a porta pela primeira vez, porém foge totalmente do nosso controle o que resultará daquele primeiro contato. Baseado nesta conclusão pensei na fotografia, esta agora aquela mesma captada por uma objetiva e marcada em material sensível ou mesmo convertida em códigos binários que podem ser observados na tela do computador ou na própria câmera.

A foto é muitas vezes uma entrona que não pede licença para provocar em nós estes pequenos mergulhos em nosso próprio passado. Rubem Alves em uma entrevista concedida em um programa de TV e postada no Youtube diz que a foto tem a capacidade de burlar a morte, de eternizar o passado, por isso muitas vezes ela é traiçoeira. Ele disse também detestar fotos velhas e concluiu na mesma entrevista que andou rasgando várias delas em pedacinhos.

Quem não tem o hábito de olhar fotos de álbuns antigos às vezes? É uma hábito relativamente comum, não sei dizer se sempre benéfico. Mas tudo que foi dito até agora foi para comentar que em se tratando de alguns tipos de relacionamentos que temos com outras pessoas, penso que em todos aqueles que forem diferentes da amizade deve-se evitar registros fotográficos. O próprio Rubem disse que detesta álbum de casamentos por que "todos são iguais".

Ao clicar um momento você não sabe que o que você está sentindo naquele momento será o mesmo sentimento em um futuro próximo ou distante. Por isso às vezes você vê uma foto e sente vontade de rasgá-la. Se esta foto está contigo, é sua, tudo bem, mãos à obra. Porém, na era da fotografia digital isso foge do seu controle. Se hoje você rasga a sua, amanhã pode vê-la em algum álbum de alguém, ou e-mail de um desconhecido e esta mesma foto pode correr o mundo.

A foto é o flagrante do momento, o recorte do minuto que congela a lógica espaço-temporal das coisas. Ela te traz um passado que já não existe mais, mesmo se for observada um minuto após seu registro. O mais interessante é que às vezes a foto se disfarça de palavra, poesia, música, perfume...

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Já se vai 2010...

Cortar o tempo*

Quem teve a ideia de cortar o tempo em fatias,
a que se deu o nome de ano,
foi um indivíduo genial.

Industrializou a esperança, fazendo-a funcionar no limite da exaustão.

Doze meses dão para qualquer ser humano se cansar e entregar os pontos.
Aí entra o milagre da renovação e tudo começa outra vez, com outro número e outra vontade de acreditar que daqui pra diante vai ser diferente.

*Carlos Drummond de Andrade

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Gênio é gênio...

Gênio é gênio... este é um trecho de uma composição de um deles, Paulinho da Viola, chama-se Dança da Solidão... você deve conhecer, mas nunca é demais lembrar e ouvir:

"Solidão é lava, que cobre tudo
Amargura em minha boca
Sorri seus dentes de chumbo...

Solidão, palavra cavada no coração
Resignado e mudo
No compasso da desilusão...

Viu!
Desilusão, desilusão
Danço eu, dança você
Na dança da solidão"

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Palavras de conforto...

Algumas palavras são conforto mesmo quando suas mensagens não traduzem exatamente o que estamos vivendo naquele momento. Da última vez que abri o pequeno livro Minutos de Sabedoria (Torres Pastorino), ao acaso, pude desfrutar destes belos dizeres. Penso que DEUS está sempre falando aos nossos ouvidos, mas nem sempre estamos antenados para ouví-lo e entendê-lo. Compartilho com você:

"Não procure evidência pessoal. Reflita que, quanto mais exposto à visão alheia, mais se tornará alvo de ciúme e inveja. As vibrações negativas, mesmo que não lhe façam mal, positivamente, poderão cansá-lo, no trabalho de defender-se.

Procure agir discretamente, embora com firmeza, deixando que os
vaidosos e vazios se ex ponham numa evidência de que você, certamente,
não necessita para brilhar.

O vidro comum brilha muito ao sol, mas o brilho do ouro está
escondido no cofre: nem por isso valerá menos que o vidro..."